domingo, 29 de agosto de 2010

Doe um agasalho

Já vi muitas ações para doar agasalhos, mas nunca vi uma tão impactante como essa.
Geralmente vejo caixas com a frase: "Doe um agasalho" mas nunca vi um agasalho lá dentro.
No Rio de Janeiro lançaram uma ação para a Ong Gente Brasil muito legal, abusando da tecnologia.
Na parede foi reproduzido pessoas com frio e cada vez que colocavam um agasalho na caixa os homens reproduzidos pegavam o agasalho e o vestiam, além de sensibilizar atraiu muitos curiosos, claro que o sucesso da campanha foi garantido.


A ação foi realizada pela Agência de arketing de Guerrilha do RJ, Enzima.

Karol Lima
x.o.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Nike sem libertadores

Até quando uma marca pode torcer para um time?

Esperei a poeira baixar para não causar polêmica de jogo e sim de marca.
Uma marca voltada para o esporte como a Nike, que patrocina o esporte, e que apesar de patrocinar o Ronaldo (Corinthians), não corre o risco ao se posicionar tão fortemente a favor de um time? Fica a pergunta. Afinal há outros torcedores que não gostaram muito dessa ação da Nike.

Esse anúncio foi divulgado no dia seguinte a eliminação do Corinthians para a Libertadores.





Karol Lima
x.o.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A cerveja que não é a Skol, mas desceu redonda.

A marca Devassa com seu espírito jovem, autêntico e moderno já errou muito em suas campanhas (Como essa - apelativa), apesar de ter iniciado 2010 muito bem.


A campanha bem misteriosa merece ser mencionada, pois impulsionou twitteiros de todo o Brasil com a tag #bem misteriosa, alcançando o primeiro lugar como o assunto mais falado.

No intervalo de um dos programas mais assistidos (e comentados no twitter) passou o teaser, onde uma modelo loira e misteriosa é fotografada em seu apartamento e no fim apenas o site.

Veja o Teaser aqui.

Nele dizia que quanto mais vezes a tag fosse mencionada mais a fechadura se abria, mas como alguns descobriram, não foi por números de menções e sim por dias, alguns espertos adiantaram a data de seu computador e conseguiram ver muito da modelo que atiçou a curiosidade de todos.



Apesar de conseguirem gerar um buzz poderoso, a demora em sua revelação acabou criando um mal estar pra marca, já que muitos criticaram a demora e a desonestidade sobre a forma como seria desvendado o mistério e ainda devemos lembrar que há os não adeptos ao twitter que pelo tempo que o resultado levou pode ter causado esquecimento em boa parte. Porém quem viu gostou e aprovou, uma campanha leve e com um toque de humor.

Além do teaser, e do buzz em rede social, a Devassa ainda abriu um camarote no carnaval brasileiro trazendo uma celebridade americana, e isso aqui no Brasil é bom, afinal os jornais nos cansam de tanto expor celebridades brasileiras na folia, uma de fora dá um toque de glamour.

A marca ainda conquistou com sua identidade forte, no site dos bares podemos ler termos com conotações cômicas (dê uma olhada no cardápio dos bares da marca), pois o que ela quer mesmo é escraxar as outras marcas.

Outra boa escolha foi a garota propaganda que representa a marca muito bem, Paris Hilton (apesar de não imagina-la bebendo cerveja), a loira misteriosa é devassa assumida.




Podemos dizer que foi uma campanha redonda, há tempos não vejo uma propaganda veiculada na tv gerar um buzz tão positivo na internet.
O objetivo é obvio: ser presença na mente do consumidor e isso eles conseguiram, houve ainda um faturamento de 10 milhões em apenas dois dias. Quer mais?

Veja como o mistério foi desvendado.



Karol Lima
x.o.

Um sonho de consumo

Depois de tantas propagandas institucionais afirmando sua qualidade e seu desenvolvimento, a Petrobrás lança uma nova campanha.


Criada pela Quê comunicação, a campanha tem o conceito ideal se tratando de carro, que é UM SONHO DE CONSUMO de todo brasileiro, e se você pode ter um, porque seu carro não?

Um comercial simples que ao final dos 30’ você se deixa levar.

Simples e Eficaz.
Para ver o filme Clique aqui.


Karol Lima

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quem é o real culpado da alienação da sociedade? A mídia?


Uma cena típica é alguém que se denomina intelectual afirmar com toda sua indignação que “a REDE GLOBO é manipuladora”, engraçado que não ouço comentários tão veementes em relação a outros meios e veículos.


Apesar do avanço da sociedade muitas coisas ainda não mudaram e sim se fortaleceram. O meio mais persuasivo da atualidade, e isso já há muito tempo, é a televisão por seu poder de imagem e som ao mesmo tempo.

Será correto afirmar que a culpa da alienação da sociedade deve-se aos meios de comunicação ou existe todo um contexto histórico atrás disso?

Uma pessoa se torna alienada ao “comprar o produto” que lhe vendem sem questionar apenas porque está na moda. Os meios de comunicação vendem o que compram, e o governo, ah o governo nem vê, aproveita a ignorância típica para buscar seu objetivo claro: o poder e o dinheiro.

Afinal de quem é a culpa? Da mídia que usa seu poder para convencer as pessoas a agirem da forma que querem, a formar padrões na sociedade apenas por um único objetivo (dinheiro)? Do receptor que muitas vezes não sabe que todos os seus valores foram substituídos pelo que é conveniente? Ou será do maioral, aquele que rege a nação: o governo, que tem o dever de formar pensadores e não seguidores?

A mídia cria novos valores na sociedade e insere novas culturas as quais são adquiridas pelos seus expectadores, mas porque a audiência em canais onde se tem um conteúdo mais informativo e cultural, que não tem como objetivo a ostentação, tem uma audiência muito inferior aos canais onde seu principal foco é o entretenimento? As futilidades como muitos dizem. Afinal a mídia divide-se em duas partes, oferecendo um produto nutritivo e outro saboroso, basta o expectador escolher.

E se os culpados forem os próprios receptores? Aqueles cuja a oportunidade de escolher até mesmo em canais de acesso livre ao conteúdo cultural preferem se encher do saboroso entretenimento e inflam suas mentes de forma com que não possam mais pensar sozinhos, e é assim que elegemos nossos presidentes, muitas vezes sem discernimento para escolher, pois não tiveram a instrução necessária e muitas vezes querem apenas relaxar.

Ou a culpa é de nosso governo que desde cedo não trabalha para preparar formadores de opinião e a população acaba obstruída pelo fácil acesso que se tem a mídia, a televisão, a Rede Globo.

Realmente fica difícil achar um culpado, quando apenas se oferece o que lhe compram, escolhe o que gosta e negligencia onde pode e deve.

 
 
PS: Quem vos escreve é apenas uma aluna de Publicidade e propaganda, a qual na matéria de teoria da comunicação obteve médias abaixo de seu potencial em comparação a todas as outras matérias.
 
 
Karol Lima
X.O.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Consumidor X Empresa pós-internet.

Com a evolução da internet e do próprio consumidor muitas coisas mudaram. Recentemente li um texto sobre o NEOCONSUMIDOR onde apontavam algumas características claras do consumidor moderno, o cliente quer ter certeza do que está comprando antes de investir, por isso pesquisa informações técnicas, preços e até mesmo depoimentos de consumidores, assim ao chegar à loja já tem as informações detalhadas sobre o produto que quer e o melhor preço, sabe também se a empresa tem consideração por seus clientes.

Em sites de crowserching e de relacionamento como orkut, blogs e twitter é fácil obter essas informações, há muitos clientes elogiando ou criticando marcas e produtos, e com isso tem de se concordar que a internet é um mercado que merece sim um investimento, afinal, é mais confiável o depoimento de um consumidor comum do que uma propaganda na tv.

O consumidor tem sido cada vez mais ativo em suas compras, e devido à internet 2.0 a propaganda em meios convencionais não tem o atingido mais com tanta facilidade, pois ele tem acesso a críticas e elogios e ainda pode interagir com marcas que podem não ser a sua.

Ao inserir a empresa na internet é necessário ser presente, pois o cliente está mais ligado e o mesmo estando insatisfeito têm poder de transmitir seu descontentamento mais rápido do que pode imaginar, e como sempre as críticas se proliferam muito mais rápido do que um elogio.

A web pode oferecer muito mais do que o contato direto com o cliente ou prospect, ela pode servir também como pesquisa de mercado apurando principalmente a postura do cliente perante a marca. Existem redes mais populares que atingem diversas classes e idades como também redes segmentadas.

Qual a melhor? depende do objetivo, do público-alvo e da própria ação que deseja utilizar. Algo muito interessante também é a interação entre as redes, por exemplo, expor a ação no you tube, divulgar no twitter e criar o fórum de discussão no orkut, é perceptível que é inclusive uma forma prática de mensurar o resultado da ação de uma maneira muito mais fácil através do número de retweets e de respostas nos fóruns.

Assim como se tem vantagens como o baixo custo, a proximidade com o target e a facilidade do feedback, há também desvantagens como a falta de controle nas reações negativas, uma vez que as mesmas podem trazer uma má imagem para empresa, sendo assim é bom ficar de olho.
Abaixo algumas percepções sobre as diversas redes sociais:

Orkut e Facebook: possuem uma maior interação entre Consumidor X Empresa, no caso do orkut o público é mais diversificado, já no facebook o público acima de 55 anos tem crescido mais do que os jovens.

Twitter: está em expansão, e o seu público são jovens, consumidores mais antenados em busca de novidade, hoje esta rede só perde para o orkut.

Licked in: os usuários usam mais para formar seu networking, em busca de contatos profissionais.

Ely sants: foi uma rede criada para um público mais elitizado.

Migux: é destinado a crianças.

O livreiro: já possui um público mais intelectual onde é gerado discussões entre seus associados.

Com um consumidor mais crítico e ativo a internet pode ser sua aliada ou não, depende da sua postura, portanto fique atento as mudanças e oportunidades dessa nova era.


Karol Lima
X.O.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

É Guerra?

A Anistia Internacional (AI) em vista dos altos índices de mortes em Portugal causado pela violência, principalmente a doméstica (entre 33 mulheres mortas 29 são por cônjuges), entrou com uma campanha criada pela McCann Erickson de Lisboa. A campanha visando a denúncia por parte de quem testemunha o crime, implantou em bares da capital, nos recipientes de sabonete um líquido viscoso e vermelho, simbolizando sangue, ou seja, o sangue das vitimas também esta em suas mãos, acima do recipiente a mensagem: “Omitir um caso de violência doméstica é ser cúmplice de um crime.” A campanha gerou uma grande repercussão na capital.





Karol Lima

X.O.

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Pai do Marketing



Entrevista de Philip Kotler para José Salibi Neto

Imagine que todos os médicos fossem atuar nas extremidades de seu mercado. Eles se tornariam, ao mesmo tempo, profissionais de pronto-socorro e de postos de saúde que objetivam a prevenção. É mais ou menos isso que as empresas terão de fazer na nova era do caos.
Trata-se da aposta do “pai” do Marketing Philip Kotler, segundo o qual a partir de agora as empresas terão de instalar um sistema de alerta (prevenção) e resposta rápida (o atendimento de pronto-socorro) que lhes permita desenvolver rapidamente novos cenários quando a economia entrar em queda, o que deve acontecer com frequência, e atuar neles.
Em outras palavras, as empresas precisarão abandonar a sensação de segurança que haviam construído com políticas, estratégias e táticas resultantes de anos de tentativa e erro e aceitar que agora surgiu um ponto de inflexão estratégica gigantesco. Ou mantêm a estratégia e correm os riscos derivados dessa decisão – o novo ambiente pode castigar e, inclusive, levar à ruptura–, ou reconhecem a necessidade de uma nova.
O novo livro de Kotler, Chaotics (escrito em parceria com John A. Caslione e publicado pela Amacom) busca formatar essa nova estratégia, ou, como eles preferem chamá-la, esse sistema de gestão do caos. Em entrevista exclusiva a José Salibi Neto, Kotler repassa os fundamentos desse sistema e quais as especificidades para economias emergentes em geral e para o Brasil em particular. Vale notar que Kotler não entra no mérito sobre se isso é pior ou melhor – é diferente e, por enquanto, inevitável. E exige outra abordagem de enfrentamento pelas empresas.


Minha primeira pergunta não poderia deixar de ser: é verdade que nunca mais voltaremos aos tempos normais?

Philip Kotler: Sabe o que eu ando dizendo aos presidentes de empresas? Que eles precisam ter um telefone perto de suas camas à noite no caso de uma grande ameaça ou grande oportunidade surgir, exigindo sua atenção imediata. Companhias mundiais hoje operam 24 horas, sete dias por semana, e o CEO simplesmente precisa estar disponível. Conheço casos da Unilever e da Bear Sterns nos quais o fato de os CEOs não estarem acessíveis quando necessário prejudicou os negócios.
Então, a resposta para você é: nunca mais voltaremos à idade de ouro da normalidade. John Caslione e eu achamos que os líderes empresariais precisam compreender isso de uma vez por todas. Fenômenos como globalização e digitalização introduziram uma nova dimensão de velocidade e interdependência em nossas vidas. Não há retorno possível.

Isso já vem sendo falado há algum tempo no mundo empresarial, mas, pelo que eu depreendo do que o sr. diz, fala-se principalmente da boca para fora...

Philip Kotler: Sim, isso foi articulado há alguns anos por Andy Grove, CEO da Intel, em seu livro Só os Paranoicos Sobrevivem. Ele dizia que uma empresa deve observar a frente, os lados e os fundos, porque os golpes vêm de todos os lados, e esse é, de fato, o princípio básico para as empresas se armarem melhor. O que nós fizemos foi aprofundá-lo e detalhá-lo na prática e com os pontos de vista do Marketing e da estratégia.
Em vez de confiar numa business intelligence casual, as empresas devem construir um amplo sistema de alerta, que lhes permita observar a frente, os lados e os fundos. Em vez de falar superficialmente sobre planejamento para contingências, devem fazer planejamento de cenários. Em vez de estabelecer um orçamento fixo para cada departamento, devem definir orçamento variável.
Os departamentos precisam saber com antecedência o que cortar se o mercado submergir e o que aumentar se as oportunidades de repente explodirem. Nosso sistema de gestão do caos [chaotics management system] apresenta um retrato da empresa do século 21 muito atento ao conjunto pronto de respostas a diferentes surpresas, choques e oportunidades que podem surgir.


O sr. pode nos dizer se há aspectos específicos para empresas de países emergentes?

Philip Kotler: Acredito piamente que o sistema de gestão do caos se aplica a todas as empresas de todos os países. Mas, se alguns países são mais sujeitos a choques do que outros, e isso pode descrever alguns países emergentes, é maior ainda a necessidade de nosso sistema de gestão do caos.


Em um momento em que as economias emergentes ganham os holofotes e que a projeção dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) parece cada vez maior, esse sistema de gestão funciona apenas para o Marketing e a estratégia de empresas ou também para o Marketing e a estratégia de países?

Philip Kotler: Publiquei um livro há alguns anos sobre o Marketing das nações. Os princípios básicos de construir uma economia e uma sociedade fortes permanecem os mesmos ali descritos, mas muitos ajustes são necessários devido ao aumento da turbulência que todos os países agora estão vivenciando e também ao aumento de interdependência – todo país tem de exportar para que possa ganhar o suficiente para importar bens que são mais baratos em outros lugares. Além disso, as cadeias de fornecimento estão ficando mais longas; qualquer interrupção do fornecimento de um país tem ramificações em outros países, o que gera uma “fragilidade interconectável”.
Não é possível ao Brasil voltar à autonomia que tinha nos anos 1960. O Brasil tem de saber produzir valor continuamente e saber comprar e vender em uma base de valor em qualquer lugar do mundo e, para isso, ele e todos os outros países precisam estar mais alertas aos fatos mundiais e à constante mudança que vem acontecendo. Com as devidas adaptações, nosso sistema de gestão do caos pode ajudá-los nisso, sim.

O sr. vê a inovação constante como essencial no sistema de gestão do caos? Ou é mais uma questão de disciplina? Que lado – inovação ou disciplina – as empresas em alerta vermelho permanente devem priorizar?

Philip Kotler: Sempre achei que os gestores deveriam considerar três períodos de tempo ao abordar o impacto de qualquer decisão de vulto: agora; daqui a dois a três anos; de cinco a dez anos. E continuo acreditando que isso é válido nesta era do caos. Quando a administração só considera a disciplina de eficiência, é pensando principalmente em hoje e tentando arrancar o maior lucro do período corrente. Nunca pensei que esse foco no agora fosse suficiente.
Por exemplo, disciplina, no pensamento de [Peter] Drucker, quer dizer fazer certo as coisas (eficiência) mais do que fazer as coisas certas (eficácia). Só que líderes precisam ser eficazes, sobretudo de agora em diante. Então, a inovação é a prioridade. Tão absolutamente prioritária que sou a favor de construir o pensamento inovador em toda a organização.

Então, mudo minha pergunta: desses três horizontes de tempo, qual é o prioritário no sistema de gestão do caos?

Philip Kotler: Nenhuma empresa deve começar seu pensamento com o que fazer em relação à recessão atual. O ponto de partida é onde ela quer estar daqui a cinco ou 10 anos. Que clientes ou problemas sociais quer resolver? Ao trabalhar de trás para frente, a empresa compreenderá qual o melhor mix de disciplina e inovação para seu caso.
No caos, o sr. recomenda investir em oportunidades, manter as pessoas-chave e não deixar de preservar as áreas que os consumidores mais valorizam. Esse é o tipo de pensamento que deve prevalecer numa empresa?Philip Kotler: Sim, de agora em diante as empresas precisam pensar proativamente sempre, não só durante uma queda. Uma sabedoria velha, mas sempre atual é: um lado de uma crise é a vulnerabilidade; o outro é a oportunidade. As empresas precisam fazer regularmente uma análise SWOT para checar suas oportunidades, ameaças, fraquezas e forças. Isso não significa que as mesmas táticas de ação são garantidas tanto em tempos bons como ruins, mas pede uma mentalidade sempre proativa.


Que oportunidades o sr. está identificando do outro lado dessa crise especificamente?

Philip Kotler: Em geral, a oportunidade gira em torno de avançar sobre os concorrentes, adquirindo seus ativos ou seus talentos. Claro, isso é mais factível para empresas fortes financeira e competitivamente. O avanço pode ser também roubar mercado dos concorrentes – nessa seara, historicamente, companhias orientadas a preço como McDonald’s e Walmart são as que se dão bem durante recessões.
Estamos vendo um grande crescimento das dollar stores nos Estados Unidos, lojas onde as pessoas podem economizar; marcas mais baratas também vêm se destacando. Mas não creio que esse seja o único tipo de oportunidade de ganhar mercado. As empresas precisam descobrir respostas criativas para os consumidores que estão hesitando em comprar porque acham que os preços vão cair ainda mais ou porque têm medo de perder o emprego.
A Hyundai recentemente se ofereceu para receber de volta seu carro novo se o proprietário perdesse o emprego. Outra empresa se ofereceu para devolver a diferença se o preço caísse mais tarde, a fim de aumentar a vontade de comprar agora.


É possível resumir a essência do enfrentamento desta nova era do caos?

Philip Kotler: Eu diria que acelerar mudanças, elevar os níveis de complexidade nos negócios e mensurar os riscos e a incerteza são a matéria-prima do Marketing e de sua nova realidade. Para se defender, as companhias devem aumentar sua capacidade de adaptação em todas as instâncias, especialmente nas áreas de Marketing e vendas. Outro ponto fundamental é que são exigidos, no Marketing em particular, grandes profissionais que consigam esperar o inesperado e que, em tempos caóticos, possam reinventar os modelos de negócio e as estratégias de Marketing, para reagir rápido aos fatos.

O sr. destacou as empresas orientadas a preço baixo em épocas recessivas. Como a recessão será sempre ou iminente ou instalada, preço virará a eterna prioridade do consumidor?

Philip Kotler: Recessões têm o efeito de construir “maior consciência” nos consumidores. Estes passam a se perguntar: “Por que precisamos de certos itens que comprávamos à vontade antes da recessão? A comida em um restaurante caro é tão especial assim? A bolsa de grife é muito melhor que as outras?”. Alguns começam a pensar “menos é mais” em vez de morrer de trabalhar e ter pouco tempo de lazer. Se isso se tornar uma visão difundida, mudará profundamente as premissas e estratégias do Marketing convencional. Embora, quando a economia começa a melhorar, a restrição diminua, não devemos esquecer que, talvez paradoxalmente, o pensamento ambientalista tende a permanecer em alta nestes tempos de caos. Não que o consumidor vá se envolver com a grande questão de como controlar a mudança climática, mas, em seu comportamento doméstico, buscará maneiras “menos é mais” de ajudar o meio ambiente, apagando as luzes etc.


A neurociência vem fazendo grandes revelações sobre o consumidor. Ela vai ajudar as empresas a enfrentar o caos?

Philip Kotler: Graças à neurociência, estamos, enfim, desistindo do velho modelo propagado pelos economistas de que os consumidores calculam racionalmente os custos e benefícios de cada compra e escolhem a oferta que maximize a relação custo-benefício. Sabemos que as emoções e o inconsciente desempenham grande papel na escolha da marca. O trabalho de Gerald Zaltman e experiências de economistas comportamentais estão revelando muita coisa sobre a escolha do consumidor. Algumas descobertas são especialmente surpreendentes para mim, como quando Martin Lindstrom, autor de Buy-ology, conta que os pôsteres que trazem os dizeres “Cigarro mata” na verdade abrem o apetite dos fumantes para acender um cigarro. O problema da neurociência é que em geral ainda é muito difícil interpretar, explicar ou confiar nela.

O sr. pode nos dar exemplos de empresas que vêm lidando bem com a crise?

Philip Kotler: Para mim, são as que não só reduzem custos, mas também agregam valor à vida de seus consumidores. O Walmart contratou 33 mil novos colaboradores para incrementar o serviço nas lojas e melhorar a experiência dos consumidores ali, facilitando a movimentação naquelas lojas enormes. A e.l.f. Cosmetics se esforçou para oferecer cosméticos de qualidade a preços baixos e torná-los disponíveis para todos, e está usando as redes sociais para construir uma comunidade de beleza na qual as consumidoras possam trocar informações sobre suas necessidades e experiências.
A Half Price Books é uma varejista de livros de desconto que tem vendido por menos da metade do preço dos editores. Eles estão aumentando as lojas e vêm experimentando o crescimento nas mesmas lojas há vários meses, vendendo livros de autoajuda, inspiracionais, de treinamento e sobre novas carreiras. A Southwest Airlines, em vez de aumentar as tarifas de bagagem e refeições, se manteve como uma companhia aérea que não cobra taxas e obteve êxito em manter suas vendas e construir confiança com o público que viaja. Enquanto isso, outras companhias aéreas estão acrescentando taxas por excesso de peso nas bagagens, refeições etc. para manter altos seus lucros. Mas a Southwest Airlines está usando isso como oportunidade para divulgar o slogan “Sem taxas”.
Uma rede hoteleira mexicana demonstrou criatividade ao dizer que qualquer pessoa que pudesse ter contraído gripe suína em seus dez hotéis teria três diárias grátis nos próximos três anos se houvesse evidência de que tinham se contaminado em um hotel da rede. Em todos os países podem ser encontradas empresas que estão transformando a crise em oportunidade.

Qual seria o papel da mídia digital no sistema de gestão do caos de companhias de todos os tipos? Ela torna mais fácil gerenciar essa situação?

Philip Kotler: A mídia digital tem dois papéis nessa história. Ela exacerbou a disponibilidade e a velocidade de transmissão de notícias tanto para o bem como para o mal. Para o bem, considere, de um lado, a rapidez com que a gripe suína se alastrou e, de outro, a rapidez com que as informações sobre ela circularam e com que os países tomaram precauções para proteger sua população. O aspecto nocivo é que as pessoas precisam lidar com a informação com cuidado. É mais fácil do que nunca circular desinformação e rumores que podem ferir ou iludir pessoas e empresas. Vivemos em uma era de muita informação e as empresas devem alocar recursos para detectar e gerenciar os fluxos dela. E, para isso, devem usar a própria mídia em sua função “para o bem”, nesse estado que eu denomino de “alerta vermelho permanente”.


As mídias tradicionais – jornais na linha de frente – vêm tendo sua morte anunciada todos os dias. O que o sr. pensa a esse respeito?

Philip Kotler: Mídias raramente morrem. Elas geralmente encolhem em nichos nos quais podem manter bom desempenho. A televisão não matou o rádio ou o cinema. Os computadores não mataram a televisão. Com relação à crise dos jornais, sei que é difícil manter um jornal funcionando com seu tamanho atual quando a receita de anúncios está se transferindo para a internet – e as pessoas jovens não recorrem aos jornais para obter notícias. Os bons velhos tempos dos jornais se foram de fato. Mas os jornais podem manter público tendo apelo mais especializado e indo para a internet. Não acho que os anunciantes consigam atingir seus objetivos se migrarem totalmente para a nova mídia digital. A maioria das empresas vai ganhar se usar um mix de novas e velhas mídias, cada uma fazendo o que faz melhor e sendo medida.

Qual é o papel das redes sociais para as empresas neste novo mundo caótico?

Philip Kotler: Redes sociais como Facebook, MySpace, Twitter e outras desafiam nossas práticas de Marketing tradicionais. Primeiro, porque as pessoas passam mais tempo conversando com amigos e família em seus computadores e telefones e, consequentemente, menos tempo vendo TV, cujos comerciais costumavam ser a maior fonte de influência publicitária. Hoje a porcentagem de mensagens sobre marcas vindas de fontes comerciais em contraposição a fontes sociais está diminuindo rapidamente. Então, cabe aos profissionais de Marketing fazer duas coisas. Uma é monitorar as conversas para descobrir se sua marca é tema de discussão e, se for, quão favorável ou desfavorável é a conversa. Está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre sua marca.
As companhias estão cada vez mais em um aquário e não têm escolha além de produzir boa qualidade em troca de dinheiro. Segundo, as empresas precisam descobrir melhores maneiras de identificar potenciais clientes com a mídia social. Seria maravilhoso se uma empresa como a Wilson pudesse comprar uma lista de todos os membros do Facebook que tivessem o tênis como hobby. Infelizmente o Facebook não vai vender esse tipo de informação, porque isso afastaria seus membros. O mínimo que a empresa pode fazer é inserir e circular informações sobre si mesma em mídias sociais como blogs, podcasts e outras. O Twitter, que está mostrando rápido crescimento, é particularmente promissor por poder carregar mensagens curtas sobre uma marca para um número enorme de pessoas em seus computadores ou celulares.


É fácil construir marcas fortes em momentos como este? Como o sr. avalia as chances para marcas de países emergentes em especial?

Philip Kotler: Uma crise econômica é um momento em que os consumidores estão buscando custos mais baixos sem sacrificar a qualidade. Os países emergentes têm a vantagem dos custos mais baixos. A questão é se os produtores locais de marcas fortes em países emergentes podem lançá-las com sucesso em países economicamente avançados.Minha resposta para isso é: sim, ainda mais com a ajuda das mídias sociais de que acabamos de falar. Estou vendo um fabricante mexicano de produtos de panificação vendendo bem sua marca no Texas e em outros estados do sul dos Estados Unidos. Até porque os Estados Unidos têm vários grupos de imigrantes, que servem de primeiro alvo a ser mirado por uma marca emergente, ao qual se seguirão outros alvos.

Como ficarão as marcas durante os momentos de crise da era do caos?

Philip Kotler: Uma crise econômica produz um momento de “destruição criadora”. Os fracos afundam. E isso faz sentido porque uma das maiores causas de recessão é o excesso de capacidade. Temos capacidade demais para produzir automóveis, eletrodomésticos, eletrônicos e outros itens e isso derruba os preços. É necessária a racionalização do setor. O que está sendo destruído é o excesso de capacidade e os destruidores são os que se saem melhor em seu setor.
Então, na era do caos, a destruição criadora será bem mais frequente e as empresas devem estar preparadas elas mesmas para promovê-la e, ao mesmo tempo, devem investir em novas marcas. Há a imensa oportunidade do Marketing social, por exemplo. Acabei de publicar, com Nancy Lee, um novo livro, Up and Out of Poverty: The Social Marketing Solution, no qual oferecemos uma nova abordagem para ajudar pessoas pobres a sair da armadilha da pobreza por meio de empresas praticando Marketing social.


O sr. pode explicar isso melhor?

Philip Kotler: Paradoxalmente, o problema do “excesso de capacidade” é, em outra parte do mundo, um problema de “consumo de menos”. Há 4 bilhões de pessoas pobres no mundo que adorariam ter uma bicicleta, uma moto ou um carro, ou um computador ou uma TV. O problema é que elas não têm dinheiro. Seriam o melhor mercado que alguém poderia desejar se simplesmente tivessem dinheiro para comprar bens.
Descrevemos mais de uma dúzia de casos nos quais o Marketing social tem sido usado para aumentar a adoção de telas mosquiteiras para proteger crianças contra mosquitos e malária enquanto dormem, nos quais o Marketing de camisinhas reduziu o tamanho de famílias e preveniu a difusão do HIV e muitos outros exemplos. Recentemente, 700 profissionais de Marketing social se encontraram na Primeira Conferência Mundial de Marketing Social, em Brighton, Inglaterra, para trocar experiências e compartilhar ferramentas e tecnologias para combater as principais causas da pobreza.

E como deve ser o Marketing para investidores, já que o dinheiro é uma questão-chave em tempos instáveis?

Philip Kotler: Muito bem lembrado. Caso a empresa não tenha habilidade de Marketing para levantar dinheiro nestes tempos em que ficarão mais freqüentes a escassez de fundos e o alto risco, é particularmente importante que a desenvolva. Ela deve usar um Marketing cada vez mais criativo para convencer os investidores a apostar em suas propostas de negócios, já que hoje há abundância de oportunidades para investir o dinheiro e muitos concorrentes dispostos a pagar um retorno realmente alto. Toda empresa deve pensar em montar uma linha de Marketing para trabalhar essa habilidade.
Com o aumento da tecnologia, o que o sr. acha que vai acontecer com mercados como o de alimentos, muito importante no Brasil, por exemplo?Philip Kotler: Virá mais crescimento econômico dos avanços tecnológicos, como robótica, nanotecnologia e biotecnologia, do que de setores estáveis. Mas os mercados de alimentos e de outros itens básicos vão permanecer fortes e relativamente estáveis. Sempre haverá nichos de crescimento nesses setores, assim como nichos em declínio.

Fonte:
* José Salibi Neto é chief knowledge officer (CKO ) do
HSM Group. Esta entrevista foi publicada pela Revista HSM Management (Julho/Agosto) e agora no Mundo do Marketing.



Karol Lima
X.O.

Propaganda cervejeira


E lá vem outra....
Se há uma coisa na propaganda brasileira que não tolero e me incomoda são as propagandas de cerveja, ou melhor, a propaganda de cerveja, aquela velha história de mulher bonita, num bar e blá blá blá....
Será que não existem outras formas de mudar isso? de ser criativo? Será se as pessoas só bebem cerveja em um bar rodeado de beldades e amigos e ela, aquela loira gelada não significa nada mais?
Fiquei mais ainda decepcionada com a falta de criatividade de meus conterrâneos quando conheci algumas campanhas estrangeiras e uma que até me surpreendeu pelo fato de ser brasileira, a Nobel que agora pertence a Schincariol. Há esperança ainda, mesmo que ela seja mínima, espero que os criativos passem a explorar mais sua mente e que apesar da falta de cultura de seu público, - o que dificulta a expansão da criação, pois a mesma precisa antes de qualquer coisa ser entendida por seu target -, os criativos possam criar e não reprisar as mesmas campanhas.

Seguem algumas campanhas da Heineken, Nobel e Carlton Draught:
(Clique nos links abaixo para ter acesso aos vídeos no youtube)

Heineken - Gigolo

http://www.youtube.com/watch?v=WourxnAPRXA&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Ebrainstorm9%2Ecom%2Ebr%2F&feature=player_embedded#t=51




Karol Lima
X.O.

Marketing Fone



Conforme o tempo passa nos deparamos com novidade, às vezes lucrativas, outras não. Na comunicação tudo vale. No ano de 2008 me deparei com uma nova ferramenta de marketing: o Marketing Fone, mais utilizado em campanhas políticas, persuade o consumidor com uma voz geralmente conhecida (quanto mais influente e conhecida a pessoa for, a ação terá mais eficácia), proporcionando um melhor resultado, pelo impacto causado no cliente, muitas vezes o mesmo se sente privilegiado por receber uma ligação de alguém famoso o qual idolatra.
A mensagem de voz é enviada diretamente para o cliente, cujo a empresa determinara, informando, convidando ou até mesmo divulgando um produto ou serviço. A principal vantagem é a garantia de contato com todos os clientes listados.

Crônica – Karol Lima e Mônica Araújo

Mais uma vez estava Elisabeth sentada no sofá sem nada para fazer, mudava o canal de TV com freqüência, mas nada interessante chamava sua atenção.
Quando de repente toca o telefone, surpresa corre para atender. Ouve uma voz que de início não consegue identificar, porém sabia que conhecia. Escutando atenta a voz, começara a reconhecer, parecia não acreditar, um sorriso estonteante apareceu em seu rosto, nenhuma palavra conseguiu dizer, então, logo após desligar o telefone, liga eufórica para sua mãe e diz:

- Mãe você nem sabe quem acabou de me ligar, o Lula.

Ps: é não ficou lá essas coisas...rs. Esse texto já foi publicado no blog.




Karol Lima


X.O.